9 de setembro de 2011

10 HQ´s que você deve ler antes de morrer

O artigo abaixo é uma cópia descarada do DivãdoMasini. Que resolvi colocar ai pois achei muito bom!. Mas descordo em partes pois acho que faltou algumas pérolas como a Piada Mortal e Os 300 de Esparta. Se você não concorda com a lista abaixo. Crie sua lista no comentário.
Um dos melhores livros lançados para cinéfilos é 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer. Como eu não posso fazer a mesma coisa com os quadrinhos, pelo menos neste espaço, segue uma lista das dez Histórias em Quadrinhos que você tem que ler antes de morrer. Porque a vida...a vida é uma caixinha de surpresas.
10º) A Liga Extraordinária - Esqueça o filme com Sean Connery! Ele não consegue captar nem 0,01% da grandeza desta HQ. Imagine personagens clássicos de ficção da Era Vitoriana como Mina Murray de Drácula, Allan Quarteiman, Capitão Nemo, Dr. Jekill e Mr. Hyde e O Homem Invisível, contra um inimigo saído das páginas de outro romance famoso e você terá uma das aventuras mais inteligentes de todos os tempos, criada pela mente de Alan Moore e transformada em arte sequencial por Kevin O’neill.
9º) Os Passageiros do Vento - Esta HQ nunca foi lançada no Brasil, apesar deste país ser personagem na trama, que fala do tráfico de escravos e das navegações do século XVIII. François Bourgeon, responsável pelo roteiro e pela arte, nos brinda com desenhos, narrativa e texto maravilhosos. Infelizmente só é possível encontrar edições em português de Portugal, raríssimas, mas se você sabe francês, a obra será relançada na Europa.
8º) À Sombra das Torres Ausentes - Art Spielgman é um autor premiado e tinha um emprego como cartunista e no New York Times. Aí aconteceram os atentados de 11 de Setembro e a Guerra ao Terror de George W. Bush e o cartunista abordou o lado mais controverso do tema, como as torturas e a finalidade real da invasão do Iraque. Ele foi demitido do jornal, mas reuniu seus cartuns neste álbum sensacional, que ainda resgata a história do cartum e dos quadrinhos nos jornais americanos.
7º) O Cavaleiro das Trevas - Em 1985 a DC Comics queria reformular seu universo de heróis e lançou a minissérie Crise nas Infinitas Terras e aproveitou a saga para redefinir a trindade de heróis, base para todo o universo. O Superman ficou nas mãos de John Byrne, a Mulher-Maravilha aos cuidados de George Pérez e o Batman a cargo de Frank MiIller. Frank imaginou um universo futuro e sombrio, onde o Batman tem 50 anos, está aposentado, assim como todos os outros heróis, menos o Superman que é um tipo de fantoche do governo americano. Tudo muda, quando Bruce Wayne decide ser o Batman novamente.
6º) Watchmen - Alan Moore concebeu esta série, imaginando os heróis da Charlton Comics como protagonistas. Como a DC tinha outros planos para os personagens, ele inventou personagens novos e criou a HQ definitiva sobre supre-heróis. Em 1985 o mundo está a beira de uma guerra nuclear entre as duas maiores potências, Estados Unidos e URSS. O único super-herói do mundo, o Dr. Manhattan, mantém o equilíbrio entre as forças. Mas o que acontece quando um assassino começa a matar todos os outros mascarados e leva o Dr. Manhattan a abandonar a terra? O filme chega esta semana às locadoras, mas não substitui a grandiosidade desta HQ.
5º) Lobo Solitário - Itto Ogami é um ronim, um samurai errante, que vaga pelo Japão empurrando um carrinho de bebê com seu filho Daigoro e por 500 ryus sua espada pode ser alugada, mas se você não tiver honra, a espada pode voltar-se contra você. A obra de Kazuo Koike e Goseki Kojima nos leva a viajar para o Japão Feudal e conhecer como eram os costumes daquela época, bem como a entender um pouco mais da alma humana. Apesar dos 28 volumes é impossível parar de ler.
4º) Gen - O mais verdadeiro relato sobre o antes e depois das bombas atômicas lançadas sobre o Japão durante a II Guerra Mundial. O autor Keiji Nakazawa conta de forma autobiográfica como é sentir na pele e na mente, os efeitos da guerra entre a população civil. Apesar dos desenhos parecerem com Naruto, o conteúdo é de arrepiar. Está esgotado no Brasil, se você achar num sebo COMPRE!
3º) Do Inferno - Alan Moore é um gênio sem precedentes e suas obras sempre são sinônimo de satisfação garantida. Depois de uma extensa pesquisa sobre os assassinatos cometidos por Jack, O Estripador, ele escreveu essa obra de arte que conta em detalhes tudo que ocorreu em Whitechapell e ainda arrisca indicar quem foi e porque foram cometidos tais crimes. Ao final de cada um dos quatro volumes da série, um extenso livro de notas explica o que de fato é real e o que é proposto pelo autor.
2º) Sandman - Neil Gaiman hoje é uma celebridade. Vários livros na lista de mais vendidos, muitos projetos cinematográficos e esporadicamente alguns quadrinhos para a Marvel. O que alçou Neil a este patamar, além do seu talento nato, foi a série Sandman. Em 75 edições (compiladas recentemente em 10 volumes de luxo) ele nos mostrou a vida e morte do senhor dos sonhos e o relacionamento com seus irmãos, os perpétuos, Morte, Destino, Desejo, Desespero, Delírio e Destruição (todos iniciados com D no original inglês). O sonho é um sujeito soturno, amargo e mal-humorado, já a morte é sensível, simpática e bem-humorada. Sandman é uma daquelas leituras para se fazer ao menos uma vez por ano e você sempre aprende uma coisa nova.
1º) Maus - Art Spielgman é o único quadrinhista a receber o prêmio Pulitzer, o mais importante do jornalismo norte-americano, pela criação de Maus (que significa rato em alemão). Nesta HQ a linha condutora é o relacionamento do autor com seu pai, um judeu sobrevivente dos campos de concentração, que mesmo apesar de todas as agruras sofridas no conflito, continua sovina e racista, entremeado pelos relatos de horror sofridos pelo pai durante a guerra. O mais interessante é que ele antropoformizou os personagens, retratando os judeus como ratos, os alemães como gatos, os americanos como cães, os franceses como sapos e os poloneses como porcos, para definir o papel de cada um na trama. Quando Spielgman quer simular situações vividas no presente da obra, ele desenha os judeus, por exemplo, com máscaras antropofórmicas de ratos, sem nunca mostrar rostos. Essencial em qualquer biblioteca que se preze.

1 comentários :

Ótimos conselhos, mas aconselho que mude a fonte do texto encha mais com imagens, aumento um pouco e separe mais os tópicos para que a leitura fique mais agradavel e atrativa